Foi o leão em caçada
C’ o lobo e outros que tal,
Sujeitos à sua alçada.
A raposa e o chacal
Detiveram na empresa
Comprometimento igual.
Procurando com destreza,
Um veado encontraram
Que logo se tornou presa.
Comprazidos, argumentaram
Como o iriam cindir,
Mas pouco mais conversaram
Ao ouvirem proferir
Estas ordens do leão:
“Há que em quatro dividir
a carcaça em rectidão.”
Fizeram-no de bom grado,
Procedendo à divisão
Depois do bicho esfolado.
O leão que tudo vira,
Tudo deu por aprovado.
Autoridade transpira
Enquanto se pronuncia:
“O quarto que aqui se estira,
Convém-me por regalia,
Que sou rei dos animais.
O segundo, todavia…
Também me cabe, ademais,
P’la responsabilidade
Do poder dos tribunais.
O terceiro, na verdade,
Tendo em conta o meu trabalho
Meu é, sem perplexidade.
O quarto quarto não falho
Nestas minhas pretensões:
Transformarei num frangalho
Quem ignorar as razões
- que me isento de ditar –
Que unem as quatro porções
Em meu exclusivo jantar.”
Baixando o focinho ao chão,
Sem queixas apresentar,
Permitiram ao leão
Consolar o apetite.
A zorra sem pretensão
De esperar outro convite
Sai dali envergonhada
E entre dentes se permite
À sentença confirmada:
“Hão-de os grandes te pedir
Os esforços da caçada,
Que nunca irão dividir,
Em equidade e justiça,
O despojo que acudir
Frente à sua vil cobiça.”
(versão de Manuel Anastácio)
Olá gostaria que visita se meu blog que é dedicado a cultura. Espero que goste nele tenho uma coluna poética aos sábados ás 09 da manhã espero poder contar com sua visita.
ResponderEliminarSucesso em seu espaço.
Magno Oliveira
Twitter: @oliveirasmagno ou twitter/oliveirasmagno
Telefone: 55 11 61903992
E-mail oliveira_m_silva@hotmail.com
Querida Carmo, a Fabula do Esopo « a parte do leão», está bem apropriada à realidade que vivemos actualmente no nosso país... só que...não temos um leão só...
ResponderEliminarAdorei.
Bjito e uma flor
Ai, ai, Carmo, o que isto faz lembrar...!
ResponderEliminarBeijo :)
Adoro fábulas.E esta é ocasional.
ResponderEliminarBeijos
"Hão-de os grandes te pedir
ResponderEliminarOs esforços da caçada,
Que nunca irão dividir,
Em equidade e justiça,
O despojo que acudir
Frente à sua vil cobiça"
Minha querida, sabe que hoje aconteceu algo sim?
Não era "GRANDE" , mas uma louca se aproximou de mim, exigindo os meus esforços da caça.
Achei tanta graça...
Minha filha vá a luta!
Ensino você a caçar.
A caça é difícil.
Prefiro me coçar.
Pois é, minha amiga.
Cobiçam os fracos, embora pareçam fortes, GRANDES!
Eu não sei de onde eles tiram essa idéia de grandeza.
Não há, assim, equidade e justiça.
A inveja, a cobiça é o fim.
UM BEIJO
Com carinho
Fátima
Olá Carmo
ResponderEliminarQue prazer encontrar essa fábula. Me fez lembrar a infância em que minha mãe lia para mim as Fábulas de Esopo. Tempos maravilhosos e que tão distantes ficaram.
Um abraço
CARMO
ResponderEliminarUm beijo
Neste momento quero expressar aqui a minha solidariedade a todas as Famílias atingidas pelo tsunami de ontém.ONDA DEVASTADORA
Onda devastadora, cheia de beleza
Que rapidamente se transformou...
E destruiu tudo por onde passou...
Correu com loucura pela praia...
Saltou montes e vales...
Tudo levou e tudo varreu...
Onda sem compaixão...
Que entre os seus longos braços...
Tudo levou, pais, mães e filhos...
Sem piedade levou o amor da família...
Levou também o trabalho da terra...
E deixou, apenas a dor...
Dor de quem ficou e de quem tudo perdeu...
E tu onda devastadora...
Soltaste os teu braços...
E calmamente te foste!...
LILI LARANJO
...parece tão íntimo com o que
ResponderEliminaracontece aqui no meu Brasil!
ai ai...
bj, querida!
Olá Carmo
ResponderEliminarVenho desejar uma boa semana
beijinhos
Os animais são mesmo assim...
ResponderEliminarOs homens é que me preocupam...
Boa semana!
Beijo,
António
Olá Carmo,
ResponderEliminarobrigada por compartilhar esta fabula!
Concordo com o que o António disse acima...e é triste quando este espírito leonino se impregna na alma humana e é usado pelo mal.
Beijinhos
Boa tarde Carmo,
ResponderEliminargosto imenso de fábulas, e esta está bem actualizada á realidade que vivemos.
Beijinho,
Ana Martins
Lindo,um verdadeiro espectáculo!
ResponderEliminarBeijinho e continuação de uma boa semana para todos!
Olá Carmo
ResponderEliminarUma fábula oportuna!
Bjs.
O que é uma Fábula? É uma narrativa, um conto, geralmente em verso, com o conteúdo de uma licção sob o véu da ficção!!!Bem ma parecia!!
ResponderEliminarTemos um governo e ministros ficcionados e uns leões que não sabem divir, que desconhecem o que é a equidade e justiça e se lambuzam com tudo na sua vil cobiça!
Melhor, Carmo? Impossível!
Beijos
Graça
Adoro fábulas, pois tem mto aprendizado. Gostaria que todos aprendessem a lição. Seríamos mto mais felizes, e não haveria tanta miséria.
ResponderEliminarUm grande bjo pra vc.
Waleria Lima.
Tal e qual diz a Graça!
ResponderEliminarA fábula continua mais actual do que nunca.
Beijinhos amiga, Carmo.
O sol aquece
e legitima a indiferença
pela ordem estabelecida,
a exuberância do gesto
no decote descaído,
na saia arregaçada até à cintura
no pé nu
descalço na areia.
Extracto de poema de Maria José Areal.
Bfs
Ná
Venho poucas vezes mas encontro sempre lindos poemas!
ResponderEliminarAdorei este sobre conversação de animais felinos. Há, por falar em felinos! Acho que as mulheres são felinas, não?
Um beijão no coração.
CARMO
ResponderEliminarCONVITE
A Direcção da Casa de Angola tem a honra de convidar V.Exa. para a apresentação do livro
Caminhei&caminhando de Lili Laranjo, bem como a inauguração da exposição de pintura da mesma autora intitulado Angola no meu coração a realizar no dia
8 de Abril pelas 17h, que terá lugar no nosso auditório.
Na mesma data organizamos um jantar no nosso espaço gastronómico.
Para reservar queira por favor contactar os nossos serviços.
Com os nossos melhores cumprimentos
Miguel Sermão
Egidio Feijó
Departamento Cultural
Travessa da Fabrica das Sedas, nº7
1250-107 - Lisboa
Telef. 21 386 3496
( Este Convite é um pedido para ter os amigos e os amigos dos amigos.. o jantar será caldeirada de cabrito e a preço económico.)
Vou
ResponderEliminarVou em busca de mim
na certeza que o caminho que trilho agora é muito melhor
do que aquele que trilhava antes de aqui chegar.
O que aprendi aqui
nenhuma escola me ensinaria
pois os mestres que tive
foram os melhores
e nenhuma faculdade pode pagar.
O meu coração vai cheio de graça
neste novo caminho.
Muitas ideias fui tecendo
muitas ideias fui trocando
enquanto tentava manter desperta a minha luz.
Me deitei neste divã que é a vida,
recebi muitas respostas às minhas perguntas.
Segui meu sexto sentido,
e até me perdi no Japão.
Permiti que minha alma ficasse zen.
Li versos de fogo
no vale do sol encantado.
E quando a vida dentro de mim se tornou possível,
abri a arca do auto conhecimento
e ali vivi momentos
e descobri a beleza
e a felicidade
como numa caixinha
de boa nova.
Tomei meu chá das 5,
lendo as notícias da cozinha e
sentindo o doce da filosofia.
Vi as sementes no canteiro
da quinta
mostrando a essência de cada flor e,
continuando assim
até fadinhas eu vi.
Vi o delírio de uma bruxa
num arco íris.
Senti o vento numa ilha e,
simples assim percebi
que penso, logo insisto.
Aprendi com alguém especial
que a vida tem a cor que a gente pinta
e que somos fractais,
pedaços do grande Todo.
Entrei na cova do urso,
frequentei a casa das virtudes,
naveguei no infinito
conheci o poeta louco
e
... foi desse jeito que ouvi dizer ...
entre olhares líricos,
que há pérolas nos
pensamentos.
Aqui encontrei os mentores de luz,
trabalhei a minha espiritual-idade,
andei por vários mundos
sentindo o aroma nosso de cada dia.
Debaixo da Luz da minha amada Mestra Kwan Yin
li livros e colhi flôres
e foi por aí que
descobri alguns pequenos barulhos internos.
Por isso vou...
Vou em busca de mim
na certeza que o caminho que trilho agora é muito melhor
do que aquele que trilhava antes de aqui chegar.
O que aprendi aqui
nenhuma escola me ensinaria
pois os mestres que tive
foram os melhores
e nenhuma faculdade pode pagar.
Olá, boa noite!
ResponderEliminarÉ bem certo que pouco mudou
desde a Antiguidade!
Beijinhosss
Tão actual, Carmo. Este ano, já demos as fábulas de Esopo em aula, o que originou discussões interessantíssimas :).
ResponderEliminarBeijo de carinho.
Tão perto que chega a queimar a pele...
ResponderEliminarHá textos que serão sempre eternos em algum lugar!
Um beijinho, Carmo
:)) Gosto mto de fábulas...esta não conhecia...que bem que se enquadra na nossa realidade.
ResponderEliminarbrisas doces*
Boa noite, amiga!
ResponderEliminarPasso propositadamente para desejar
BOM Ano de 2012, para si os seus.
Saudações poéticas!
As Valquírias, nunca deixam de o ser...são sempre, mesmo no seu descanso guerreiro!!
ResponderEliminarCarmo, minha querida, quero ouvir mais música(diferente...) e talvez uma fábula, a raposa e as uvas, o corvo e o queijo...Pode ser?
Estou sentada num pedregulho, aqui à porta do teu espaço e...está muito frio, por isso não me faças esperar muito!!
Mil beijos
Graça